15 de set. de 2011

Breve comentário ...


É interessante saber que nos anos 70 a Argentina consumia todo o vinho que produzia e mais 70% da produção era de vinho branco; a partir dos anos 80 baixou o consumo interno e é claro, sobrava vinho. A solução? Exportar, mas tinham que se adequar ao mercado externo, o vinho branco produzido aqui não era suficiente bom (na época) e também não tinha uma identidade própria ou estilo. Aproveitaram então a boa adaptação aqui do Malbec que acabou ficando como variedade símbolo, assim como cabernet sauvignon do Chile. Coincidiu também com a vinda de enólogos e bodegas francesas, Chandon foi a primeira grande que se instalou aqui. Os franceses encontraram aqui a liberdade de inovar e desenvolver estilos diferentes.
Em Mendoza 3% das terras pertencem a estrangeiros. Ali se instalaram as bodegas holandesa Salentein (2.000 hectares, dos quais 340 possui vinhedos, em Los Árboles, Tunuyán), as francesas de Clos de los Siete (847 hectares em Vista Flores, Tunuyán), a espanhola O Fournier (286 hectares, em La Consulta, San Carlos) e  J&F Lurton (300 hectares em Vista Flores), entre outras, segundo os dados consignados do livro “Vinos de Argentina” do enólogo Michel Rolland e o jornalista Enrique Chrabolowsky. E também os italianos Benetton que possuem 900.000 hectares na Patagonia e o americano Douglas Tompkins, dono de grande parte de los Esteros. 




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